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​O elemento 41 foi descoberto na Inglaterra em 1801, por Charles Hatchett, quando examinava uma amostra de rocha (columbita) enviada dos Estados Unidos para o Museu Britânico. Ele deu o nome de "columbium" ao novo elemento.

 

Em 1844, Heinrich Rose, um químico alemão, acreditou - de maneira enganosa - ter descoberto um novo elemento enquanto trabalhava com amostras de tantalita. Ele deu ao elemento o nome de "niobium", inspirando-se em Níobe - a filha do Rei Tântalo, da Mitologia Grega.

 

A União Internacional de Química Pura e Aplicada - IUPAC - adotou, em 1950, o nome oficial de nióbio para o elemento 41.

 

 

Geólogo Djalma Guimarães descobriu o deposito do pirocloro em Araxá em 1953

 

Até a descoberta quase simultânea de depósitos de pirocloro no Canadá (Oka) e no Brasil (Araxá), na década de 1950, o uso do nióbio era limitado pela oferta restrita (era um subproduto da produção do tântalo dos minérios columbita/tantalita), o que resultou em custos elevados. Com a produção primária de nióbio, o metal tornou-se abundante e ganhou importância no desenvolvimento de materiais de engenharia.


Na década de 1950, com o início da corrida espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio, o mais leve dos metais refratários. Ligas de nióbio, como NbTi, NbZr, NbTaZr e NbHfTi, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear. O NbTi e Nb3Sn são usados para fins relacionados à supercondutividade. Os tomógrafos de ressonância magnética para diagnóstico por imagem utilizam magnetos supercondutores feitos com estas ligas de nióbio.


Outro desdobramento importante da década de 1950 foi o aço microligado. Estudos conduzidos na Inglaterra, na Universidade de Sheffield e na British Steel, e também nos Estados Unidos, tornaram o aço microligado uma realidade industrial quando a Great Lakes Steel entrou no mercado, em 1958, com uma série de aços contendo cerca de 400 gramas de nióbio por tonelada, dotados de resistência mecânica e tenacidade simultaneamente.


A descoberta de que a adição de uma pequena quantidade de nióbio ao aço carbono comum melhorava consideravelmente as propriedades deste, levou à utilização em grande escala do conceito de microliga, com grandes vantagens econômicas para a engenharia estrutural, para a exploração de óleo e gás e para a fabricação de automóveis.


Atualmente, os aços microligados representam o uso mais importante do nióbio. São materiais sofisticados, desenvolvidos a partir de princípios de metalurgia física que refletem o esforço conjunto da pesquisa e desenvolvimento conduzidos na indústria e nos laboratórios de universidades.


O conhecimento científico se revelou essencial para o elemento 41. Os avanços conseguidos até aqui ampliaram o raio de aplicação do nióbio em aços, superligas, materiais intermetálicos e ligas de Nb, bem como em compostos, revestimentos, nanomateriais, dispositivos optoeletrônicos e catalisadores. E tudo indica que esta lista continuará a crescer.