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Rochas Encaixantes
O Grupo Ibiá, onde está alojado o Complexo Carbonatítico do Barreiro, é uma sequência metassedimentar pelítica estruturada na forma de ritmitos finos, depositada a partir da erosão de arcos magmáticos neoproterozóicos (Seer, 1995). Constitui-se dominantemente de micaxistos com quartzitos associados. 

Complexo Carbonatítico do Barreiro (19°40'S / 46°57'O)
O Complexo Carbonatítico do Barreiro é aproximadamente circular e apresenta um diâmetro de cerca de 4,5 quilômetros. Sua intrusão, ocorrida há 90 milhões de anos, arqueou rochas do Grupo Ibiá, notadamente micaxistos e gerou fraturas radiais e concêntricas nas rochas encaixantes. Na zona de contato, a fenitização manifestou-se sob forma de veios/vênulas, constituídos principalmente de anfibólio sódico, que preenchem fraturas em quartzitos da zona de contato. Alguns fenitos quartzo-feldpáticos são também encontrados.

Minério Residual (manto de intemperismo)
Derivado do minério primário, o minério residual contém cerca de 4% de bariopirocloro. O intemperismo do minério primário propiciou o enriquecimento relativo do mineral-minério de nióbio, devido à sua preservação física em relação aos demais minerais. O minério é friável e as operações de lavra são desenvolvidas a céu aberto, sem a necessidade da ação de explosivos. A espessura do minério residual atinge 250 metros. A lavra, atualmente, é desenvolvida apenas neste tipo de minério.

Minério Primário (rocha sã)
O complexo é dominantemente constituído de dolomita carbonatito, com calcita carbonatito e glimerito (rocha rica em flogopita) subordinados. As maiores concentrações de nióbio no depósito são encontradas na porção central da estrutura. O minério primário contém carbonatos, flogopita, magnetita, apatita e pirocloro. Os glimeritos gerados por metassomatismo de piroxenitos/peridotitos, apresentam apenas localmente piroxênios e olivinas. O metassomatismo ocorreu associado ao estágio alcalino carbonatítico da evolução magmática, envolvendo fluidos ricos em álcalis. Rochas coletadas a partir de testemunhos de sondagem em zonas brechadas do minério primário, evidenciam um processo de transformação do pirocloro, a partir das bordas e fraturas, com substituição de Ca e Na por Ba, sugerindo intensa ação de água meteórica. 

Recursos de Nióbio
As reservas minerais no minério residual em dezembro de 2012, somavam cerca de 808 milhões de toneladas com média de 2,3% Nb2O5.  
 
Na rocha fresca os recursos minerais de nióbio foram estimados em cerca de 1,8 bilhões de toneladas de minério com média de 1,5% Nb2O5.  Testemunhos de sondagem rotativa coletados a 820 metros de profundidade na rocha, ainda evidenciam a presença de pirocloro, mineral-minério de nióbio. Assim, reservas adicionais existem abaixo desta profundidade. 

Considerando o mercado atualmente existente, os recursos minerais de nióbio em Araxá, mensurados no minério residual e potencialmente existentes na rocha fresca, tenderão a permitir o suprimento mundial de produtos de nióbio pela CBMM, por muitas décadas.