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​Participantes do seminário visitaram a mina ​da CBMM em Araxá

Inicialmente previsto para ser apenas uma mesa-redonda, o Seminário Internacional sobre Aços Microligados para Serviço de Gás Azedo reuniu em São Paulo mais de 120 especialistas de 19 países. Ampliado em resposta ao grande interesse de profissionais da área, o encontro patrocinado pela CBMM foi realizado no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica da USP, Universidade de São Paulo.

Contando com representantes de toda a cadeia de suprimento do setor de serviços de gás azedo (desde pesquisadores, produtores, até usuários finais), o seminário debateu questões ligadas a especificações e a fabricação de produtos siderúrgicos daquele setor, aplicados na exploração de petróleo e gás. As condições também caracterizadas como sendo um meio ácido referem-se à presença de sulfeto de hidrogênio, que cria um ambiente propício à fragilização do material. Para evitar rupturas nos dutos usados no transporte de petróleo e gás é indispensável que sejam projetados e utilizados tubos resistentes aos efeitos potencialmente nocivos deste ambiente operacional.

Trabalhos técnicos foram apresentados pelos maiores especialistas mundiais sobre o assunto (disponíveis em PDF aq​​ui). Apresentações também foram feitas por usuários finais, que abordaram necessidades específicas para vencer os desafios da área. Um deles foi a Petrobrás, que vem desenvolvendo projetos de exploração de petróleo em áreas do pré-sal. 

O evento mobilizou as principais lideranças do setor, com discussões aprofundadas sobre as dificuldades da exploração de reservas contendo gás azedo. Os desafios da extração segura de recursos também foram debatidos, levando-se em conta o uso do tipo correto de aço e que precisa, por outro lado, ser produzido de forma economicamente viável em usinas, muitas vezes, projetadas para outros produtos.

O CEO da CBMM, Tadeu Carneiro apresentou, durante a abertura do seminário, sugestões para os serviços de gás azedo. "O substituto para o aço é um aço melhor e a resposta é um aço mais eficiente", disse. Em seguida, ele observou que esse ganho de rendimento "é outro exemplo em que as propriedades do aço são fortalecidas pelo nióbio", adiantando o foco dos debates -- o conceito de microligas. O tema gerou intensas discussões envolvendo acadêmicos e suas pesquisas, bem como representantes da área de produção acrescentando que a escala industrial se cerca de um conjunto de circunstâncias específicas, poucas vezes observadas em nível laboratorial.

Os dois dias de seminário incluíram uma visita ao Laboratório de Serviço de Gás Azedo da USP, financiado pela CBMM. A professora Neusa Alonso Falleiros destacou o grande esforço realizado para garantir condições seguras de trabalho, já que os laboratórios de serviço de gás azedo são potencialmente perigosos por natureza. Explicou, ainda, que a USP tem um longo histórico formando grandes cientistas brasileiros e que parcerias robustas com empresas como a CBMM servem para fortalecer ainda mais a formação de seus alunos. 

No encerramento da programação técnica do seminário, foi realizada uma mesa-redonda para a discussão abrangente de trabalhos apresentados e de várias questões levantadas pelos participantes durante os dois dias do evento. A coordenação ficou por conta de John Malcolm Gray - especialista internacional em siderurgia - e muitos comentaram que o maior destaque do seminário foi a oportunidade de abordar um tema de alta complexidade técnica, num ambiente de elevado nível profissional.

Depois de concluído o seminário, cerca de 80 participantes ainda fizeram uma visita a Araxá, em Minas Gerais, onde estão localizadas a sede e a mina de nióbio da CBMM. A programação permitiu aos integrantes do grupo observar as maiores instalações mundiais de última geração onde são fabricados - de maneira inteiramente integrada - os produtos de nióbio.